Alvarelhos

Igreja Matriz de Alvarelhos
Igreja Matriz de Alvarelhos  

Nossa Senhora da Expectação   

Orago:
Nossa Senhora da Expectação
 
Anexas Lama de Ouriço
População 1991 => 225 Habitantes
2001 => 171 Habitantes
Actividades Económicas Agricultura, pastorícia, construção civil, serralharia a pequeno comércio
Feiras
Mensais  de cereais e criação (aos dias 9 e 23 de cada mês), Feira anual dos Santos (9 de Novembro) e Feira de Natal (23 de Dezembro) 
Festas e Romarias N. Sra. da Expectação (l8 de Dezembro)
S. Gonçalo (I9 de Jan.)
Património cultural e edificado Igreja Matriz, Capela de S. Gonçalo, Capela de Nossa Senhora da Saúde, cruzeiros, alminhas, fontes, forno público e caminho romano
Locais de interesse turístico Muralhas da povoação, Castro de lama de Ouriço / Cabeço da Muralha
Gastronomia Fumeiro, azeite, vinhos de mesa e castanha.
Alvarelhos
 
   

  

 


Censos 
Em termos populacionais o primeiro censo que se conhece é da autoria do Padre Carvalho em 1706, dotava a freguesia de Alvarelhos de 107 fogos. 
À entrada do século XX (1900), apresentava, 312 habitantes, Atingindo o seu auge na década de 50 onde atingiu 418 habitantes, depois fruto da forte emigração registou um decréscimo, para em 1980 registar apenas 268 habitantes 


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Veja também... 

Património 
Arquitectónico 

Castro de Lama de Ouriço 

Como chegar ao Castro?
 
Siga o estradão desde Lama de Ouriço na EM Sá - Alvarelhos, a partir do km 19 da EN 213


 

 


Cruzeiro no lugar de crosseiro


 

Fotos Aéreas

Alvarelhos
Lama de Ouriço

 

Ponto  de Água

Alvarelhos
Lama de Ouriço

 

Dista 11 km. da sede do concelho. 

Topónimo relativamente frequente no nosso Pais, encontra-se Alvarelhos no norte do concelho, no seu limite ocidental com o concelho de Chaves. Deriva o seu nome de um factor de origem geográfica - da palavra alvar, espécie vegetal semelhante ao carvalho alvarinho, muito vulgar na Idade Média. Alguns autores, de forma errada, tem atribuído o topónimo a alvarelhão casta de uva tinta do Minho.

Pinho Leal denomina esta freguesia Alvarelhos a Lama d' Ouriço a conta a seguinte história em relação à fundação da freguesia: "Próximo ao lugar de Alvarelhos há um fortim arruinado chamado a Coroa. É tradição que n'elle habitava um rei mouro. Ha outro sitio, entre Alvarelhos a Orcides, chamado Valle da Batalha, onde a tradição se deram muitas batalhas aos mouros, que eram sempre derrotados; porque S. Thiago, montado num cavallo branco, ajudava os christãos, matando mouros sem dó nem misericórdia. Finda a acção, se recolhia o santo cavalleiro a um valle, ao Oeste, onde depois se fez uma capella ao dito santo, da qual hoje restam as ruínas". Trata-se de Ruínas dum Castro, que dada a sua importância foi já classificado oficialmente como património de interesse público.

Os primeiros documentos escritos que se referem à freguesia de Alvarelhos datam de meados do século XIII. Nas Inquirições de D. Afonso III (1258), o pároco refere-se exactamente a sujeição daquela paróquia medieval: 
"In pisa Vila habite unam eclissam que sedet In hereditate foraria regis et est sufraganea de ipsa ecclesia de Batocas rationen quod ipsi homines fecerunt illam in sua parrochia in tempore de guerras". 
Esta referência deve-se à guerra com o reino de Leão.

Estas Inquirições citam uma outra ermida existente ao tempo, que provavelmente seria a de Sant'Iago, aquela que se descreve na lenda já referida. A falta de coincidência temporal dos factos desmente, no entanto, qualquer veracidade da "estória" de Pinho Leal.

Pertenceu Alvarelhos ao concelho de Monforte desde o século XIII, passando em 1855 para o de Valpaços. Foi donatário da freguesia o conde de Atouguia a mais tarde a coroa. No século XVII, a paróquia (erecta no século XIII) era um curato da apresentação do vigário de Oucidres. Antes, fora do de S. Pedro de Batocas.

Em 1706, o Pe. António Carvalho da Costa, na sua "Corographia Portugueza", refere-se desta forma a Alvarelhos: "Lugar da província de Trás-os-Montes, bispado de Miranda do Douro, comarca de Torre de Moncorvo, arciprestado a termo da vila de Monforte de Rio Livre. Esta situada em um vale, junto da Serra Negra, entre dois ribeiros que passam, um pelo norte, outro pelo sul. consta de 60 fogos."

O pároco é cura confirmado da apresentação do vigário do Oucidres e tem quarenta mil réis de renda. No termo a limite dente local, ha um fortim para a parte do poente, que hoje se acha arruinado, a que chamam a Coroa. E tradição que nele habitava um rei mouro, no tempo em que dominaram estas terras.

Ha outro sítio entre Alvarelhos e Oucidres, a que dão o nome de vale da batalha, por se dizer que ali houvera vários choques a batalhas entre os cristãos a os sarracenos, ficando estes sempre vencidos e os cristãos vencedores, ajudando-os um cavaleiro desconhecido, mas que se presumia ser o apostolo Sant'Iago e o viam andar montado em um cavalo branco. O qual, depois de vencidas as batalhas se recolhia para um vale, que fica ao poente do sítio da batalha aonde se edificou uma ermida dedicada ao Santo Apostolo que hoje se acha arruinada e só as paredes se conservam ainda em pé".

A importância que o Pe. António Carvalho da Costa atribui a Alvarelhos demonstra só por si a importância que na Idade Moderna teve esta freguesia. Quanto à referência ao fortim arruinado, trata-se de um castro lusitano classificado como imóvel do interesse público. A lenda, essa será de novo aproveitada por Pinho Leal quase dois séculos mais tarde.


Capela de S. Gonçalo

Além de Alvarelhos, a freguesia é composta pelo lugar de Lama d' Ouriço. Este já foi uma paróquia independente, em tempos, mas no século XIX já não se justificava a sua existência isolada a assim foi anexada a Alvarelhos. O curioso nome deve-se ao facto de existirem muitos animais daquela espécie nos prédios regadios ("lama") existentes no local.

Tal como na generalidade das freguesias do concelho, a actividade principal desta população é agricultura. Os produtos mais cultivados pelos seus habitantes, porque os mais rentáveis neste tipo de solos, são o centeio e a batata. É uma população que apresenta ainda permanências do passado, nomeadamente em relação à tecelagem artesanal.

Perderam-se, no entanto, alguns traços bem característicos. O célebre gaiteiro, por exemplo era uma figura extremamente típica. Vinha muitas vezes a Valpaços, e em especial a esta freguesia e aqui cantava e dançava com grande alegria. Chamado para tudo o que era festas, “salsifrés e funçanatas”, “encaixava” com prazer os remoques da população que com satisfação o acolhia:

“Ó gaiteiro de Lama de Ouriço
Partiu-se-te a gaita, toca no guiço”.

 
INDICADORES

Indicador Período Unidade Variação
1991 2001 %
População Presente HM 211 171 indivíduos -19.0
População Presente H 105 84 indivíduos -20.0
População Residente HM 225 171 indivíduos -24.0
População Residente H 112 84 indivíduos -25.0
Famílias 71 69 -2,8
Alojamentos 133 138 3,8
Edifícios 133 138 3,8

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