Valpaços Entrada Jardim Público

Valpaços

 
Orago:

Santa Maria Maior

 
Jardim Público -  Valpaços

Anexas Valverde, Lagoas e Vale de Casas
População 5 270 Habitantes
Actividades Económicas Agricultura, comércio e serviços, mobiliário, serralharia, construção civil, artefactos de cimento, restauração, panificação, vinícola, pirotecnia, extracção de mármores, de granitos e de inertes
Festas e Romarias Nossa Senhora da Saúde (1. ° domingo de Setembro), 
Santo Amaro (15 de Janeiro), 
S. Gonçalo (último domingo de Janeiro), 
S. Brás (2 de Fevereiro) e 
Nossa Senhora do Carmo (16 de Julho)
Património cultural e edificado Igreja Matriz, cruzeiros, Casa do Arco (Casa dos Pintos Leites), pedra furada, capelas de Santo Amaro, de S. Gonçalo e de N. Sra. da Saúde e via romana
Locais de interesse turístico Piscinas municipais, vista da Senhora da Saúde sobre a cidade, parque de jogos, campo de tiro, Praça da República (chafariz, Casa do Arco e Igreja Matriz).
Gastronomia Folar de Valpaços, alheira de Valpaços, azeite e vinhos de mesa
Artesanato Alfaiataria, ferraria, latoaria, cestaria, fabrico de aguardente e jeropiga e bordados
Colectividades Grupo Cultural de Valpaços, Banda Musical de Valpaços, Grupo de Animação Desportiva e Cultural de Valpaços (GADEC), Bombeiros Voluntários de Valpaços, Clube de tiro, Caça e Pesca de Valpaços, Associação Cultural e Recreativa de Lagoas, Associação Cultural e Recreativa de Vale de Casas, Grupo Desportivo de Valpaços, Motor Clube de Valpaços, Núcleo da Cruz Vermelha de Valpaços,  Agrupamento de Escuteiros nº 392 do CNE, Núcleo do Sporting Clube de Portugal e  Centro Cultural de Valpaços (com biblioteca da Gulbenkian)
Valpaços

 
 
Património Arquitectónico

Planta da vila de Valpaços
Planta da Vila de Valpaços

  


Pedra d' Armas - Casa do Arco

 

 


Mensagem do Ex.mo Sr. Presidente da Junta Gaspar Borges  



Gruta de Nossa Senhora da Saúde

É a sede de um concelho constituído por trinta e uma freguesias. Uma povoação que congrega os anseios e as necessidades de uma vasta área e de milhares de pessoas que, em conjunto, procuram melhorar continuamente as suas condições de vida.

Os primeiros documentos escritos que citam Valpaços datam do século XII. O próprio topónimo tem uma raiz claramente pré-nacional. A freguesia terá começado por ser um pequeno reduto habitado por nobres e famílias senhoriais, atraídas por um conjunto de privilégios tendentes a povoar aquela região tão próxima de Espanha.

O acontecimento mais importante da história de Valpaços deu-se seguramente em meados do século XIX. Em 16 de Novembro de 1846, durante a Guerra da Patuleia, aqui se defrontaram as tropas rivais. O movimento, que começara de forma espontânea e por ter características eminentemente populares, passava nesse momento a tomar proporções políticas. Cerca de duas dezenas de mortos marcaram a passagem por Valpaços de uma batalha que depois prosseguiu por terras de Murça.

Segundo a lenda, participou na refrega o famoso Zé do Telhado, que inclusivamente teria salvo a vida ao visconde de Sá da Bandeira, ele que até fora lanceiro da rainha antes de se tornar salteador!

O património edificado desta freguesia justifica bem a sua importância actual e os pergaminhos do passado. Acima de tudo, a igreja paroquial. Muito amplo, é de uma só nave. No interior, pode observar-se o arco cruzeiro que separa a capela-mor (na qual se pode ver uma bonita imagem de Santa Maria Maior) do restante corpo do edifício.

Da arquitectura civil, uma referência para os paços do concelhos. Oitocentistas, custou a sua construção cerca de vinte contos. Projectada por Augusto Xavier Teixeira, demoraram dois anos a ficar concluída - 1891.

E os incontornáveis solares da vila, dos quais o mais antigo é o dos Morgados da Fonte ou de "S. Francisco de Valpassos".

Valpaços foi elevada a vila em 1861, através de decreto real de 27 de Março, assinado por D. Pedro V. Em 1936, chegava finalmente a sua representação heráldica. Agora revista para uma coroa de cinco castelos dado que passou a cidade ainda em 1999!

 

Em "Memórias do Cárcere", romance escrito por Camilo Castelo Branco aquando de uma das suas passagens pela Cadeia da Relação do Porto, é referida com destaque a vila de Valpaços. Assim escreveu o genial autor: "Acompanhou a expedição a Valpaços, e foi dado como ordenança do senhor visconde de Sá da Bandeira. As proezas cometidas nesta temerosa e mal sortida batalha, estão escritas na condecoração de Torre-e-Espada, que o general por sua própria mão lhe apresilhou na farda. Fora o caso de do cômoro de uma ribanceira alguns soldados do regimento traidor apontarem, as armas ao general, conturbado pela fumaça das descargas. José Teixeira arrancou do cavalo a toda a brida, toma as rédeas do cavalo do general, obriga-o a saltar um valado.
Mal deram o salto passaram as balas poucas polegadas acima da cabeça de ambos. A este tempo três soldados de cavalaria avançaram desapoderados sobre o visconde de Sá. José Teixeira embarga-lhes a retirada, e desarmado o primeiro de um golpe, fere mortalmente o segundo e persegue o terceiro que fugia, até lhe arrancar a vida pelas costas. Quando voltou da facção já o general tinha suspensa a medalha, que o valente recebeu com mais delicadeza que entusiasmo de honras."


Casa em Valpaços, em frente ao jardim público

 


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