Vassal
 
Igreja Matriz  
Vassal
Nossa Senhora da Expectação
 
Orago:
N. Sra. Expectação
 
Anexas Monsalvarga
População 1 200 Habitantes
Actividades
Económicas
Agricultura, pequeno comércio, construção civil, artefactos de cimento, e indústria alimentar.
Feiras Mensais  de cereais e criação (aos dias 9 e 23 de cada mês), Feira anual dos Santos (9 de Novembro) e Feira de Natal (23 de Dezembro) 
Festas e Romarias Nª Senhora da Expectação (móvel, Agosto) 
Nª Senhora da Encarnação (Março)
Património cultural e edificado Igreja Matriz, Capelas de Nossa Senhora da Encarnação e do Lugar de Monsalvarga, Casa Brasonada do Bonfim e cruzeiros. Solar da Família Vieira, Casa dos Carvalhos.
Locais de interesse turístico Outeiro do Caúnho (pedra sobreposta), Castro da Cidadonha, rio Torto e ponte das cadavadas e poço das caldeiras
Gastronomia Azeite, vinho, amêndoa, castanha, batata, fumeiro e cebolas
Artesanato  Ferraria
Colectividades Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Vassal e Sport Clube de Vassal
Vassal 
 
 
 
 
 
A amêndoa 
um fruto seco que é uma verdadeira iguaria desta freguesia 
 
 
Amendoeira em Flor
 
 
 



: 

Património 
Arquitectónico 
  Brasão Solar dos Vieiras


Censos 
Em termos populacionais Vassal apresentava em 1527- 120 habitantes distribuidos por 20 fogos; Da 1ª edição da Cor. Port. da autoria do Padre Carvalho dotava em 1706 
Vassal de 90 fogos. 
Quase dois séculos depois (1911), apresentava, 838 habitantes, para em 1980 registar uma diminuição para 763 habitantes ao que não são alheios os factores migratórios 

...veja ainda: 

Pontos de àgua 

Monsalvarga 

Ponte das Cadavadas 

Ponte Rio das Cadavadas 

 

Situa-se na margem esquerda do rio Torto, afluente do rio Rabaçal, a freguesia de Nª Senhora da Expectação de Vassal dista escassos 5 km. da sede do concelho. 

É seu orago Nª Senhora da Expectação, também conhecido como Nª Senhora do Ó. 
 

Os poucos elementos históricos não permitem concluir quanto à fundação da freguesia se é anterior à data da fundação da nacionalidade mas é quase certo que tenha ocorrido muito antes do século XII, confirmado pelos inúmeros vestígios castrejos que existem em redor da povoação.  

Dentro de Vassal, temos o próprio nome da freguesia, mas o mais correcto seria Baçal,  assim o confirma Pinho Leal que descobrira que derivaria da palavra árabe do mesmo nome que significa "Cebolal" ou seja "Campo de Cebolas" o que não andaria longe da verdade dada a sua tradicional aptidão para o cultivo de magnificos campos de cebolas. 

Um importante estudo arqueológico veio confimar a passagem de uma importante via militar romana. 

A 500m de Monsalvarga, ergue-se as ruínas do Castro de Cidadonha, onde foi encontrado numeroso e espólio: fragmentos de telha, lucernas, um peso e outros instrumentos cerâmicos por certo fabricados no próprio local. Não muito distante de Cidadonha existe o  poço das caldeiras, onde se pode ler numa das paredes a inscrição epigráfica:  

D. S. RIG

As primeiras referências escritas de Vassal datam do século XIII, altura em que pertencia ao termo de Chaves. Antes porém pertencera à "terra" medieval de Montenegro.  

A instituição paroquial aparece muito à posteriori já que nem vem referenciada no arrolamento paroquial de 1320-21. Mas, também não se sabe ao certo quanto tal aconteceu.  
Sendo que os arcebispos de Braga os criadores da paróquia de Vassal vindo pois a ser pertença da Sé de Braga, cuja diocese naquele tempo se extendia por Trás-os-Montes. 
O seu vigário, no século XVIII, tinha sessenta mil réis de renda, e era apresentado "ad nutum" pelo cabido da Sé de Braga... 

Em 1527, por altura do cadastro da população ordenado por D. João II, Vassal apresentava 120 habitantes, espalhados por  vinte fogos. O número bastante digno se compararmos com outras povoações do actual concelho. 

Com o decreto real de 27 de Novembro de 1837, passa então a integrar o concelho de Valpaços, que recorde-se tinha sido fundado em 6 de Novembro de ano anterior, 1836 portanto. 


Solar dos Vieiras
Solar dos Vieiras

Os seus solos extremamente férteis são bons garantes de uma grande produtividade agrícola, actividade maioritária da freguesia. Estas terras abrigadas do vento pelo Monte de Santa Isabel, proporcionam assim boas colheitas agrícolas e produtos hortícolas e frutícolas em abundância que muitas vezes se podem encontrar na praça da vila dada a sua elevada qualidade. 
 
 

Capela da Senhora do
Bonfim 
Capela da Senhora do Bonfim

 
 
 


No terreiro ouvia-se cantar: 

Não me ponha a mão na saia, 
Diga daí o que quer; 
Você não perde qu' é home, 
Perco eu, que sou mulher! 

Tenho dentro do meu peito, 
Junto do meu coração, 
Duas letrinhas que dizem, 
Morrer? sim; deixar-te, não!

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